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Notícias » Lixo: um problema do governo e da população

13/01/2016

 Um dos principais problemas ambientais da atualidade é a grande produção de lixo, pois esse processo tem como consequência a liberação de gases que promovem o efeito estufa e a poluição das águas subterrâneas e superficiais. Esse fenômeno é uma das consequências do aumento populacional nas cidades, da intensificação do modelo consumista, do uso de produtos descartáveis, além do modismo, pois existe uma “necessidade” de se adquirir objetos mais modernos.

 

     O lixo é também um problema socioeconômico, visto que grandes quantias de dinheiro são destinadas à coleta e tratamento do lixo urbano. No aspecto social, vários indivíduos são afetados pela concentração de lixo nas cidades, que causam proliferação de insetos, transmissão de doenças, poluição visual, entupimento de bueiros, entre outros.



     As origens do lixo urbano são as mais distintas, e ele é classificado em:

     Domiciliar: alimentos, papéis, plásticos, vidros, papelão, produtos deteriorados, etc.
     Industrial: cinzas, lodos, metais, cerâmicas, madeira, borracha, resíduos alcalinos, etc.
     Hospitalar: embalagens, seringas, agulhas, curativos, gazes, ataduras, peças atômicas.
     Lixo tecnológico: computadores, pilhas e aparelhos eletrônicos em geral.

 

     A coleta do lixo deve ocorrer de acordo com a sua classificação, pois os tratamentos finais desses resíduos são diferentes.  

 

    O destino adequado para o lixo urbano é o aterro sanitário, construído em áreas adequadas, com profissionais qualificados e estrutura para o tratamento dos gases e do chorume. Outra alternativa é a incineração dos resíduos, no entanto, esse método é muito caro, sendo inviável em muitos casos.

 

      ”O lixo é um problema do governo e da população”. A afirmação é do secretário municipal de Obras, Alvino Silveira Machado. Ele assim justifica a posição: “ Atualmente a Prefeitura, cumprindo sua função, despende funcionários e expressivos recursos financeiros no recolhimento do lixo e nos vários desdobramentos desta atividade. No entanto, se a comunidade não fizer sua parte, nosso esforço não atinge plenamente seu objetivo”.

 

     Conforme o secretário, a maior parte dos encruzilhadenses tem agido de forma correta. No entanto, uma minoria acaba tendo um comportamento inadequado e isto gera problemas que afetam a comunidade em geral. Um exemplo disso são os lixões clandestinos.

 

     O Centro Municipal de Eventos é uma das áreas utilizadas por algumas pessoas para depositar o lixo clandestinamente. Em vários locais é possível ver todo o tipo de resíduo. As placas indicando a proibição de depositar o material foram arrancadas e sumiram.  “Teremos de cercar o local”, diz Alvino. Passo da Estefânia, Rua Conde de Porto Alegre nas proximidades da Corsan, algumas ruas da Vila da Fonte e próximo ao pontilhão no Lava pés, são outros pontos onde o lixo é depositado de forma clandestina, assim como em  áreas verdes (Loteamento Campos Verdes, por exemplo.

 

     Visando modificar tal situação, a Secretaria de Obras já desenvolveu na atual  gestão, diversas campanhas educacionais, no entanto com resultados aquém do esperado. Alguns tonéis distribuídos em vários pontos da zona urbana (ação em conjunto com a iniciativa privada), chegaram a ser roubados.

 

      Quase todos os bueiros que entopem possuem como causa o acúmulo de lixo. Depositado em locais inadequados, os resíduos  acabam sendo levados pelas chuvas, obstruindo os bueiros.

 

      Outro problema bastante comum é o depósito em cima de calçadas e mesmo nas vias públicas de entulhos provenientes de construções, por exemplo. A retirada deste tipo de material compete ao proprietário que deve contratar empresa especializada do setor privado para tal atividade. Quando se tratar de poda, capim ou restos de vegetais, a Secretaria de Obras faz a retirada. Para isto a pessoa interessada no serviço deve se dirigir ao Centro Administrativo Municipal e fazer o pedido no setor de protocolo, que funciona no saguão.

 

     Entre algumas ações desenvolvidas pela Prefeitura com relação ao lixo, está o apoio à Coomcreal através da cedência de um trator, juntamente com motorista, duas ou três vezes por semana. “Também fazemos coletas em alguns pontos da zona rural, previamente agendados”, destaca Alvino.

 

     Na zona urbana o lixo é recolhido por uma empresa privada contratada através de licitação pública. São dois caminhões os quais, após o recolhimento, levam o material para o aterro sanitário localizado na Mina do Leão. O valor investido em tal ação é, em média, R$ 90 mil ao mês. Duas pesagens da carga são feitas – uma em Encruzilhada do Sul e outra no destino final.

   

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